sexta-feira, 26 de junho de 2009
Rapidinha
Eu sei que o blog anda meio morto, mas o tempo as vezes é um problema.
Eu tenho estado um tanto enrolada, é muita coisa pra fazer, fora a pilha de texto pra revisar e passar pro computador...
Mas tudo bem, durante o fim de semana e vou tentar colocar as coisas pelo menos m pouco em ordem e ai colocar coisa nova no blog.
Ok, só pra finaliza, um poema da Emily Dickinson
Morri pela Beleza
mas mal me tinha Acomodado à Campa
Quando Alguém que morreu pela Verdade,
Da Casa do lado
Perguntou baixinho "Por que morreste?"
"Pela Beleza", respondi
"E eu - pela Verdade - Ambas são iguais -
E nós também, somos Irmãos", disse Ele -
E assim, como parentes próximos, uma Noite
- Falámos de uma Casa para outra -
Até que o Musgo nos chegou aos lábios -
E cobriu - os nossos nomes -
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Victoria’s secret
Mas ainda assim seu pranto é uma mascara,
Que oculta toda verdade.
Ela é toda egoísmo,
E seu lamento é só para seu fardo,
Nada é realmente para ele.
A culpa é sua companheira inseparável,
Consumindo-a miseravelmente todos os dias,
Mas talvez esse seja um preço justo a se pagar
Por pecado tão vil.
Os olhos dele – mesmo eternamente fechados – denunciam-na.
É como se ele pudesse berra para todos seu ato infame.
Mas ninguém a julga pensam que o choro é por causa dele
Mas ela sabe que por de trás das cortinas do palco,Há uma realidade angustiante
terça-feira, 2 de junho de 2009
Sorte de hoje
[Autor desconhecido]
segunda-feira, 25 de maio de 2009
O achar e o roubar
Era uma vez... Uma segunda vez... Uma criança que roubou cem reais de um executivo, com os primeiro vinte comprou um tênis de camelô, com mais vinte ele comprou arroz – tal qual, de punhado em punhado, racionaria para o resto do ano -, com outros vinte comprou uma faca e com o que sobrou comprou crack.
sábado, 9 de maio de 2009
A musa e a outra
Felicidade é coisa efêmera, que quase nunca notamos presente, mas da qual sentimos falta quando se vai, e arrependemo-nos por dela não termos desfrutar o suficiente. Mas diga-me, quanto dela é o suficiente? Não se tem a medida certa, e é impossível de se saber. Talvez nunca seja o suficiente, talvez em alguma hora seja. Ninguém pode dizer, mesmo que passe a vida pensando nisso.
E a tristeza. Essa, que nós – homens- distorcemos, degradamos e difamamos, da qual sempre fugimos, também tem lá sua beleza, mas é tão oposta da felicidade quanto se pode notar.
Quando aparece logo é notada, mesmo o mínimo dela já nos parecesse mais que o suficiente e nunca desejamos que voltasse – às vezes sim, mas não a plenos pulmões – nem por um misero segundo.
Mas por mais que a reneguemos usufruímos o Maximo dela. É dela que vêm as mais belas e famosas obras, pois nela há profundidade o suficiente para isso. Ela é musa, inspiradora dos maiores músicos, escritores, pintores. Artistas!
E a felicidade? Ela fica num canto, esquecida, esperando uma brecha para aparecer. Desejando ser pintada, querendo ser musa também.
Mas transformar a felicidade em arte não tem graça, não é chamativo. A felicidade serva apenas para passar despercebida e para depois sentirmos falta dela – ou não.
Luisa freire
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O contador de histórias
Dizia ele que enquanto não perdesse suas mãos, sua voz e sua face, não pararia de entoar suas histórias sobre dragões, donzelas e príncipes
AH! Como era bom ouvir aquelas histórias que sempre me fascinaram quando menino costumava gargalhar com a hilariante história “A roupa do Rei” e ficava com os olhos marejados ao ouvir “A menina dos fósforos”. Eu não sabia ao certo como ele conhecia todas aquelas histórias, apenas desejava ser igual á ele.
Hoje sou um homem de meia idade, preso em uma “selva de concreto” escrevendo minhas histórias em um caderno pensando no quanto eu era feliz.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Rejeição de Quasimodo
- Quem disse meu nome em um simples apelido? Revele-se agora, cão ou cadela sarnento! – Disse eu.
- Sou eu, Mi lorde, o bispo me mandou para vossa majestade possa se apoderara de meu corpo. – Disse a cigana.
Quando me retirei das sombras ela me viu, um ser corcunda, uma parte do rosto mais desenvolvida que a outra, gordo, embora forte – pois aqueles sinos são pesados e me exercito ao ter que balançá-los -, e num gesto de repulsa ela começou a se despir.
Então minha alma encheu-se de ódio e eu esbravejei.
- Mulher! Porque sentes tanto nojo de mim? Porque me achas um monstro!
- Você é uma aberração – Respondeu-me ela.
- Porque sou feio e estranho? Pois bem, saia daqui agora se sua repulsa é ta grande por minha presença ou fique, e poderá saborear um bom vinho.
Ela aceitou. Bebemos, rimos e brincamos e quando conseguimos ficar bêbados os suficientes nós transamos, para mim aquilo foi a coisa mais impressionante do mundo, a sensação de quando ela falava meu nome foi de poder, mas ao amanhecer, depois que a sobriedade tomou conta mim, percebi que a cama estava vazia e a única intenção dela era se livrar de mim, uma aberração.

